Reportagem Aqui Maranhão – O que faz um detetive particular em São Luís?

Conheça os mistérios dessa  profissão cheia de  mitos e curiosidades.

Mistério e Investigação Michael Sousa

Ruas Escuras, noites sem dormir, perseguições, mulheres fatais, policiais incompetentes e tiroteios. Estes são ingredientes necessários para um bom filme de detetive. Mas na vida real a situação é totalmente diferente. Distante da ficção, onde nada de ruim acontece ao mocinho, o detetive particular, sabe que o menor erro durante as investigações de um casa pode acabar fazendo com que ele se meta em encrenca e isso pode ser fatal. O campo de trabalho destes profissionais é bem amplo e contam com pelo menos oito mil agentes atuantes em todo território brasileiro, segundo dados conhecidos pelo conselho de detetives nacional, por meio da Central Única Federal dos Detetives do Brasil. Dentre eles, encontram-se 700 mulheres que atuam como agentes de investigação.

Não existe nada que possa impedir esse crescimento desenfreado de pessoas que, para ganhar a vida, se aventuram nesse perigoso mundo de intrigas, traições e sabotagens. Você pode estar se perguntando: Mas o que te de tão interessante nesse ramo de atuação? A resposta é simples: A grande quantidade de dinheiro envolvida em cada caso. A agência de Investigações Científicas e Criminais (AICC) é uma das dezenas de empresas de investigação da Grande São Luís e é um exemplo de firmas que ganham uma fortuna nesse ramo. O fundador da agência, Lázaro Lisboa Nogueira, de 53 anos, que também é detetive revelou a equipe de reportagem do Aqui-MA alguns segredos da profissão. Para ele, que trabalha como detetive a mais de 24 anos, os casos de maior procura ainda são os de infidelidade, mas isso tem mudado com a chegada de novos interesses. Segundo Lázaro, as empresas dos vários setores têm contratado os serviços de sua agência para investigar qualquer tipo de fraude ou corrupção com as quais um funcionário possa estar envolvido. “Infelizmente nossa classe ainda é lembrada somente como os descobridores de traições. Mas o que realmente tem dado dinheiro são as investigações de fraude e corrupção dentro das empresas. Casos como este podem render até R$ 30 mil”, disse o investigador.

O casa mais difícil da carreira de Lázaro foi a prisão dos assassinos de um idoso de 72 anos morto apedrejado no bairro da Jordoa há mais de dez anos. A vítima conhecida pelo apelido de Jiquiri voltava para casa em companhia de outra pessoa quando três homens os abordaram para roubá-los. A vítima tentou lutar contra os bandidos, enquanto a outra fugia, mas acabou se dando mal e sendo morto a pedradas. Na época o detetive Lázaro ajudou nas investigações e conseguiu prender dois dos envolvidos no crime. Entusiasmado, ele contou que depois de ter tido seu trabalho reconhecido pelo delegado da época ainda teve o privilégio de interrogar os acusados. “Me lembro como se fosse hoje! Trabalhei neste casa sem ganhar nada, pois quando fiquei sabendo me comovi muito com o drama da família dele”, comentou.

O Cliente

O detetive Lázaro tem oito agentes trabalhando em sua empresa de investigações e que o primeiro contato com o cliente sempre é por telefone, para marcar um local e horário apropriados para a entrevista. Durante a primeira conversa, o cliente revela tudo que ele quer que seja investigado. Até mesmo casos de pessoas que têm filhos envolvidos com drogas ou gangues pedem auxilio a estes  profissionais. “Todos os dias pessoa desaparecem, morrem, cometem crimes, etc… Para desvendar estes mistérios os detetives trabalham arduamente dentro de um espaço de tempo combinado em contrato escrito para dar todas as provas pedidas pelo cliente”, disse Lázaro.

Pelas ruas nossa reportagem encontrou Jânio (nome fictício) uma pessoa que já usou os serviços de alguma agência de detetive. Ele contou que descobriu que a única filha estava envolvida com prostituição em casas de eventos. Pensando que a jovem estava sendo obrigada a realizar os programas sexuais, ele decidiu contratar um detetive particular para descobrir qual seria a verdade.

Depois de quase duas semanas o detetive apurou que a filha de Jânio vendia o próprio corpo para sustentar o vício das drogas. “Foi muito vergonhoso, mas eu havia contratado o serviço e tinha que ter as provas que confirmassem as denúncias. Ele me mostrou dezenas de fotos e vídeos feitos durante o processo de apuração que mostravam tudo. Nem acreditei no que vi”, finalizou Jânio.

Reportagem transcrita do Jornal Aqui-MA, Edição nº 485, de 26 e 27 de Dezembro de 2009

ENTREVISTA CONCEDIDA PELO DETETIVE LÁZARO NOGUEIRA À TV CIDADE, AFILIADA DA REDE RECORD DE TELEVISÃO, EM SETEMBRO DE 2014. 

ENTREVISTA CONCEDIDA PELO DETETIVE LÁZARO NOGUEIRA À TV CIDADE, AFILIADA DA REDE RECORD DE TELEVISÃO, EM MARÇO DE 2017. CLIQUE NO LINK E ASSISTA:

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